quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PESQUISA


A importância da leitura e literatura infantil na formação das crianças e jovens

A infância é o melhor momento para o indivíduo iniciar sua emancipação mediante a função liberatória da palavra. É entre os oito e treze anos de idade que as crianças revelam maior interesse pela leitura. O estudioso Richard Bamberger reforça a idéia de que é importante habituar a criança às palavras. "Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano."
Inúmeros pesquisadores têm-se empenhado em mostrar aos pais e professores a importância de se incluir o livro no dia-a-dia da criança. Bamberger afirma que, comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas. Em vez de precisar escolher entre uma variedade limitada, posta à sua disposição por cortesia do patrocinador comercial, ou entre os filmes disponíveis no momento, o leitor pode escolher entre os melhores escritos do presente e do passado. Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-la, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Lê o que, quando, onde e como bem entender.
Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.
A professora e autora Maria Helena Martins chama a atenção para um contato sensorial com o objeto livro, que, segundo ela, revela "um prazer singular" na criança. Na leitura, por meio dos sentidos, a criança é atraída pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio fácil e pelas possibilidades emotivas que o livro pode conter. A autora comenta que "esse jogo com o universo escondido no livro "pode estimular no pequeno leitor a descoberta e o aprimoramento da linguagem, desenvolvendo sua capacidade de comunicação com o mundo.
Esses primeiros contatos despertam na criança o desejo de concretizar o ato de ler o texto escrito, facilitando o processo de alfabetização. A possibilidade de que essa experiência sensorial ocorra será maior quanto mais freqüente for o contato da criança com o livro.
Às crianças brasileiras, o acesso ao livro é dificultado por uma conjunção de fatores sociais, econômicos e políticos. São raras as bibliotecas escolares. As existentes não dispõem de um acervo adequado, e/ou de profissionais aptos a orientar o público infantil no sentido de um contato agradável e propício com os livros.
Mais raras ainda são as bibliotecas domésticas. Os pais, quando se interessam em comprar livros, muitas vezes os escolhem pela capa por falta de uma orientação direcionada às preferências das crianças.
É de extrema importância para os pais e educadores discutir o que é leitura, a importância do livro no processo de formação do leitor, bem como, o ensino da literatura infantil como processo para o desenvolvimento do leitor crítico.
Podemos tomar as orientações da professora Regina Zilberman, estudiosa em literatura infanto-juvenil e leitura, como forma de motivarmos as crianças e os jovens ao hábito de ler: abordar as relações entre a literatura e ensino legitimando a função da leitura, sugerindo livros, assim como atividades didáticas, a fim de alcançar o uso da obra literária em sala de aula e nas suas casas com objetivos cognitivos, e não apenas pedagógicos; considerar o confronto entre a criação para crianças e o livro didático, tornando o último passível de uma visão crítica e o primeiro ponto de partida para a consideração dos interesses do leitor e da importância da leitura como desencadeadora de uma postura reflexiva perante a realidade.
Assim, com relação à leitura e à literatura infantil, pais e professores devem explorar a função educacional do texto literário: ficção e poesia por meio da seleção e análise de livros infantis; do desenvolvimento do lúdico e do domínio da linguagem; do trabalho com projetos de literatura infantil em sala de aula, utilizando as histórias infantis como caminho para o ensino multidisciplinar.
Estratégias para o uso de textos infantis no aprendizado da leitura, interpretação e produção de textos também são exploradas com o intuito final de promover um ensino de qualidade, prazeroso e direcionado à criança. Somente desta forma, transformaremos o Brasil num país de leitores.

Renata Junqueira de Souza é PhD em Literatura e Educação e professora do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP - Universidade Estadual de São Paulo, onde coordena o Núcleo Lúdico de Pesquisa e Extensão.
Email para contato: renataecia@stetnet.com.br
Artigo extraído da revista Comunicação e Cultura, editado pela Editora Paulus - abril/maio de 2003.

PESQUISA



Louis Braille concebeu um sistema que facilitou a vida dos deficientes visuais.
Para compreendermos a origem do Código Braille, devemos nos reportar à vida de um brilhante jovem francês nascido no início do século XIX. Louis Braille vivia em Coupvray, um pequeno distrito localizado à cerca de 45 quilômetros da cidade de Paris. Quando tinha apenas três anos de idade, Louis sofreu um grave acidente quando manejava uma das ferramentas da oficina de seu pai. Por fim, o jovem Braille acabou perdendo a visão dos dois olhos.

Apesar da infeliz limitação, os pais de Braille decidiram mandá-lo para escola junto das outras crianças. Incapaz de enxergar e escrever, Braille desenvolveu a incrível capacidade de memorizar todas as lições repassadas por seus mestres. Graças ao seu notório desempenho escolar, acabou conseguindo ingressar em uma instituição de ensino para cegos administrada por Valentin Haüy. As possibilidades de aprimoramento intelectual de Braille pareciam cada vez mais viáveis.

Nessa escola, os textos eram adaptados de forma que as letras eram impressas em alto relevo. Apesar de funcional, o método exigia a confecção de livros pesados e grandes. Além disso, o tempo gasto para a leitura de qualquer material era bastante extenso. Em razão dessas dificuldades, o instituto de Valentin sempre estava à procura de novos métodos que pudessem facilitar a vida e o acesso à informação dos deficientes visuais.

Sob tal contexto, o capitão de artilharia Charles Barbier de la Serre apresentou um método conhecido como “sonografia” ou “escrita noturna”. Nesse novo sistema, o usuário utilizava um código feito em pontos que poderia ser lido com a ponta dos dedos. Apesar de oferecer várias facilidades, o código apresentado por Barbier apresentava dois sérios problemas: era complexo demais para ser memorizado e os símbolos usados não permitiam a soletração das palavras.

Nesse meio tempo, Braille conheceu a jovem Teresa von Paradise, que lhe apresentou o mundo da música. Por meio dos esforços de Teresa, que também era cega, foi idealizado um aparelho que permitia a leitura e a composição de partituras para piano. Interessado por essa novidade, Braille se tornou organista, violoncelista e, logo em seguida, foi aceito como músico na Igreja Santa Ana de Paris. Sua incrível habilidade musical lhe concedeu apresentações nas mais famosas casas de concerto da cidade.

Em um desses concertos, Braille acabou conhecendo Alphonse Thibaud, conselheiro comercial do Estado francês. Durante uma conversa informal, Thibaud perguntou ao jovem músico se ele não estaria disposto a criar um método que permitisse os cegos lerem e escreverem. Após refutar tal proposta, pensando que isso só poderia ser feito por alguém que enxergasse, Braille passou a se empolgar com esse projeto desafiador.

Após três anos de pesquisa e experimentos, Louis Braille estabeleceu um novo sistema de escrita e leitura para cegos. No ano de 1829, publicou esse novo código no livro “Processo para escrever as palavras, a música e o canto-chão, por meio de pontos, para uso dos cegos e dispostos para eles”. Em 1852, Braille faleceu sem ter a oportunidade de ver seu trabalho amplamente reconhecido.

O código Braille é composto por uma combinação de pontos dispostos em uma célula de três linhas e duas colunas. Por meio da combinação destes símbolos, o deficiente visual pode realizar a leitura e a escrita de qualquer tipo de texto. Em situações mais simples, o texto em Braille pode ser produzido com a utilização de uma régua especial e um estilete que registra os pontos em uma base que marca os lugares marcados.

Atualmente, existem máquinas de escrever adaptadas para a confecção de textos em Braille e computadores que conseguem transformar um simples comando de voz em um texto adaptado a esse mesmo código. Sem dúvida, o sistema Braille abriu um campo de possibilidades que irrompe com as limitações impostas pelo corpo. Mesmo sem a visão do mundo material, os cegos podem produzir conhecimento, realizar projetos e, principalmente, sentir o mundo à sua maneira.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
http: //www brasilescola.com/português/braile.htm

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Autobiografia


      Como é bom ser criança a gente só pensa em brincar, brincar... Brinquei muito! Todos os dias na frente da casa do vovô eu, meus cinco irmãos, primos e colegas ficávamos as gritarias correndo de um lado para o outro.
       Brincávamos de pega-pega, pira alta, rouba bandeira, bobinho... E se energia fosse embora a brincadeira era logo pique esconde e contar historinhas arrepiantes. Na escola adorava ir à biblioteca ler literaturas infantis e na hora do recreio era aquela algazarra brincar de correr junto com os colegas. Nossa que tempo bom! Sem grandes preocupações.
       Na adolescência a brincadeira era passear de bicicleta e vôlei na rua, não fui rebelde, mas tive os meus conflitos e indagações dessa fase. Dois anos depois de ter concluído o ensino médio cursei educação física, mas não terminei.
      A maior alegria da minha vida foi ter conhecido o Evangelho de Jesus Cristo. Um tempo marcante foram as viagens que fiz em algumas cidades do estado da Bahia, fui missionária e tive a experiência de esquecer de mim mesma e pensar mais nas outras pessoas.
      Minha família cresceu muito é uma agitação só. Amo isso! Imagino que é por isso que quero ter oito filhos. Curso pedagogia e futuramente quero fazer biologia, tenho metas de estudar outras áreas também, para eu ter conhecimento que é algo muito especial.
      Ainda tenho uma longa trajetória pela minha vida, pois tenho grandes sonhos a realizar e muitos desafios a enfrentar, porque é desta maneira que deixamos o nosso legado.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Texto narrativo _ assunto tragédia

Francisco
     Ainda menino saira com seu pai pelas matas verdejantes do Amazonas para extrair o látex da seringueira.
    Aos 16 anos viera com sua família para amada cidade de PortoVelho e assim partira novamente para o seringal _ a extração do látex é um trabalho árduo em que exige um grande esforço físico, a pessoa necessita caminhar km para obter resultados em seu trabalho.
    As condições de sua vida o obrigara a trabalhar muito em força braçal. Ouvi váras de suas histórias de bravura e de coragem; até ataque índigenas sofrera.
    Anos se passaram, Porto Velho já não era mais aquela cidade pacata, foi para zona rural de Porto Velho com o intuito de ser um fazendeiro. Ali deu todo o seu empenho cultivou plantações e investiu na criação de gados.
    No dia 03 de Agosto de 2005 recebemos a pior notícia que poderíamos ter para a nossa família, tio Francisco fora morto cruelmente em seu casebre. O homicida matou um rapaz enforcado para simular que a vítima tinha matado Francisco e depois de arrependido cometeu suicídio. O mesmo anunciou a morte dos dois contando uma farsa, se contradizendo confessou os crimes.
    A nossa família não é mais a mesma sem ele, o que nos conforta é o seu grande legado e as maravilhosas lembranças que nos deixou de sua vida.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Resenha Sociedade dos Poetas Mortos


Sociedade dos Poetas Mortos
Produção de Peter Weir. EUA
Abril vídeo 1998 Filme (128min)

            O filme sociedade dos Poetas Mortos relata a história de um grupo de jovens estudantes de uma escola interna, nos Estados Unidos da América no século xx.
            As imagens apresentadas nos dão idéia de como era a educação nessa época, seguia uma linha tradicional sem liberdade de expressão. Um dos professores foi recebido com alegria e respeito pelo grupo de jovens, o qual foi chamado de capitão, suas aulas eram dinâmicas diferentes das metodologias adotadas pelos outros docentes. Os alunos sentiam-se mais a vontade e tinha incentivo de expressar os seus sentimentos.
            A disciplina ministrada pelo professor Keating era arte e um dos jovens chamado Neil se identificou com esta área, mas este seu desejo confrontava-se com o do seu pai que almejava para ele ser um médico.
            Este grupo de jovens viveu muitas aventuras em uma caverna a qual se formou novamente a Sociedade dos Poetas Mortos.
            Neil um dos alunos entra para uma peça teatral e ganha o papel principal seu pai era contra, mas mesmo assim ele se apresenta. Neil é obrigado pelo pai a ir estudar em uma escola militar, mas decepcionado com tal escolha, comete suicídio.
            Podemos observar que tanto a educação do lar quanto da escola era muito rígida e que muitas vezes para seguir os sonhos adolescentes eram desafiadores, mas foi através de grandes lutadores jovens que foi mudando o pensamento da sociedade. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Apresentação em grupo

Este trabalho foi apresentado no dia 18/10/2011, na disciplina de TCTI e tem o intuito de exibir conteúdos sobre o Paper que é um pequeno artigo cientifico.









terça-feira, 4 de outubro de 2011

apresentação

Olá! Sejam bem vindos ao meu blog eu me chamo Silvana Maia e estou cursando o 2º período de pedagogia na faculdade Porto Velho.Este tem como finalidade armazenar os conteúdos ministrados na disciplina de Trabalho Científico Tecnologias da Informação, além de outras disciplinas  no curso de Pedagogia.